Resposta rápida
Risco físico vem dos efeitos do clima; risco de transição vem da mudança de contexto
Riscos físicos podem ser agudos, como enchentes e ondas de calor, ou crônicos, como mudanças persistentes de temperatura, precipitação e nível do mar.
Riscos de transição surgem de políticas, regulação, tecnologia, mercado, reputação e mudanças de comportamento associadas à transição para uma economia de menor carbono.
Riscos físicos
Riscos físicos: quando o clima afeta ativos, pessoas e operações
Eventos extremos podem danificar instalações, interromper logística, reduzir produtividade, elevar custos de seguro e afetar fornecedores. Mudanças graduais podem alterar disponibilidade de água, produtividade agrícola, demanda de energia e condições de trabalho.
A exposição depende da localização, da vulnerabilidade dos ativos, da cadeia e da capacidade de adaptação. Duas empresas do mesmo setor podem ter riscos físicos muito diferentes.
Riscos de transição
Riscos de transição: quando a economia muda em resposta ao clima
Novos padrões de eficiência, precificação de carbono, mudanças tecnológicas, restrições a produtos intensivos em emissões e preferências de clientes podem alterar custos e receitas.
Uma transição mais rápida pode tornar ativos obsoletos ou exigir investimentos antecipados. Uma transição lenta também pode aumentar riscos físicos. Por isso, os dois grupos de risco não devem ser analisados isoladamente.
Por que horizonte de tempo importa
Por que horizonte de tempo importa
Muitos ativos, contratos e investimentos permanecem por décadas. Uma decisão de capital tomada hoje pode criar exposição futura difícil de reverter.
A análise deve separar curto, médio e longo prazo de forma coerente com o modelo de negócio e usar cenários quando a incerteza for relevante.
Como integrar riscos climáticos à gestão
Como integrar riscos climáticos à gestão
Mapeie exposição por local e cadeia, identifique dependências críticas, avalie cenários, defina controles e planos de adaptação, e incorpore riscos à alocação de capital.
IFRS S2 organiza divulgações climáticas em governança, estratégia, gestão de riscos, métricas e metas. Mesmo quando não houver obrigação de reporte, essa arquitetura ajuda a organizar perguntas de gestão.
Mitigação e adaptação cumprem papéis diferentes
Mitigação e adaptação cumprem papéis diferentes
Mitigação busca reduzir emissões ou aumentar remoções para limitar mudanças climáticas. Adaptação busca reduzir vulnerabilidade aos efeitos que já ocorrem ou são esperados.
Uma organização pode reduzir emissões e continuar vulnerável a enchentes. Também pode adaptar instalações sem contribuir para descarbonização. Estratégias climáticas maduras consideram as duas frentes.
Risco climático é uma questão estratégica, não apenas ambiental
Risco climático é uma questão estratégica, não apenas ambiental
Clima pode afetar operações, pessoas, finanças, seguros, fornecedores, demanda e ativos.
A pergunta central não é se a empresa “trabalha com clima”, mas onde está exposta, qual horizonte importa e quais decisões precisam mudar para aumentar resiliência.
Perguntas frequentes
Dúvidas sobre o tema
Físico decorre dos efeitos do clima; de transição decorre de mudanças regulatórias, tecnológicas, de mercado e sociais associadas à descarbonização.
Em geral, eventos extremos são tratados como riscos agudos. Mudanças persistentes de padrões climáticos são crônicas.
Pode ser, pois altera custos e incentivos econômicos relacionados a emissões.
Não necessariamente. Adaptação reduz vulnerabilidade; mitigação trata causas das mudanças climáticas.
Sim. IFRS S2 exige divulgações sobre riscos e oportunidades relacionados ao clima e incorpora a arquitetura da TCFD.
Fontes essenciais